Brigas por causa de atrasos de trios e acusação de racismo: relembre as polêmicas envolvendo artistas no carnaval de Salvador
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Situações aconteceram durante os seis dias de folia na capital baiana. As polêmicas envolvem artistas como Bell Marques, Anitta e Carla Perez.
O carnaval de Salvador foi marcado por polêmicas em 2026. Os atrasos de trios elétricos foi o motivo principal dos desentendimentos entre os artistas e o responsável por causar aglomerações no circuito Dodô (Barra Ondina).
Nesta reportagem, o g1 reuniu as principais polêmicas do carnaval deste ano, como a briga de Bell Marques com o bloco Olodum, o apoio de Brown a Cláudia Leitte e a acusação de Carla Perez por racismo.
O cantor Bell Marques reclamou de uma parada do bloco Camaleão no circuito Dodô (Barra-Ondina), nomingo (15), e atribuiu o engarrafamento a um problema com o caminhão do Olodum, que desfilava à frente.
Ele reclamou da situação e explicou que o Camaleão ficou travado no percurso por não conseguir acompanhar o ritmo do bloco à frente. Segundo ele, seguir na mesma dinâmica comprometeria o desfile.
"Todos os anos temos o mesmo problema, então estamos discutindo o quê? Eles devem ter alguma coisa lá na frente que a gente não sabe o que é. Tem que descobrir, pô”, reclamou.
O g1 entrou em contato com a assessoria de comunicação do Olodum e questionou se houve algum problema com o trio, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Bell e Afoxé Filhos de Gand
O tradicional Afoxé Filhos de Gandhy reclamou publicamente da saída do bloco comandado pelo cantor Bell Marques na segunda-feira (16). A queixa foi feita de cima do trio do afoxé, na concentração dos blocos e trios para o folião pipoca no circuito Dodô (Barra-Ondina).
Um porta-voz dos Filhos de Gandhy pediu respeito ao ver que Bell subiu no trio por volta de 15h50.
"Respeitem a gente, respeitem os Filhos de Gandhy. Não venham dar carteirada, fizemos um acordo com Bell para sair 16 horas", disse.
O bloco Camaleão, comandado pelo ex-Chiclete com Banana, iniciou o desfile às 16h. Bell Marques aproveitou para rebater a crítica antes de iniciar seu desfile. "Para ser mais preciso, são 15h53. Sem dúvidas, nós somos um dos blocos que menos atrasam no carnaval", defendeu o cantor.
Daniela Mercury e Comcar
Na quinta-feira de carnaval, a Justiça da Bahia determinou que o Bloco Crocodilo voltasse a ser o primeiro a desfilar no Circuito Barra-Ondina, em Salvador. A liminar foi concedida em mandado de segurança movido pela empresa responsável pelo bloco, que tem à frente a cantora Daniela Mercury.
Segundo o processo, o Bloco Crocodilo desfila no circuito desde 1996 e foi o responsável or inaugurar oficialmente o trajeto Barra-Ondina de forma contínua.
No sábado (14), o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) concedeu um efeito suspensivo ao recurso que determinava que o Bloco Crocodilo voltasse a abrir o desfile. Ao analisar o pedido, o desembargador responsável entendeu que não há comprovação inequívoca de direito automático à primeira posição no desfile.
Em coletiva de imprensa, a cantora rebateu a decisão e afirmou que a forma como o circuito é organizado não é respeitosa.
"A gente tem uma história linda, muito clara, toda noticiada, documentada. [...] A única que ficou de lá até aqui desfilando, 30 anos, apesar de tudo, fui eu! Então, por que a turma está antes de mim? Não consigo entender. De onde surgiram?", questionou.
Brown apoia Cláudia Leitte
O cantor Carlinhos Brown defendeu Claudia Leitte durante a passagem do trio da artista no circuito Dodô (Barra/Ondina), em Salvador, e pediu para que ela ignorasse críticas — reacendendo a polêmica em torno da denúncia por suposto racismo religioso feita contra a artista em 2024.
A situação aconteceu no domingo (15), quando a artista desfilou com o bloco "Largadinho" e Brown subiu no trio como convidado.
"Claudia Leitte é um fenômeno da música mundial. [...] Não ligue para aqueles que ficam dizendo que você não pode falar de Deus no carnaval. Todos os lugares tem que falar de Deus, de Jesus", disse o artista.
Carla Perez acusada de racismo
A dançarina Carla Perez foi acusada de racismo nas redes sociais, após subir nos ombros de um segurança negro no carnaval de Salvador. A situação ocorreu no domingo (15), quando a artista puxou pela última vez o trio "Pipoca Doce", gratuito, para o folião pipoca, no circuito Osmar (Campo Grande).
Após o caso repercutir nas redes sociais, a artista se pronunciou a decisão de subir nos ombros do segurança aconteceu em momentos pontuais do percurso, para conseguir se aproximar do público infantil.
A cantora, no entanto, reconheceu o impacto da imagem. “A imagem que ficou é dura, e eu reconheço isso. Ainda que a intenção tenha sido boa, a cena reproduz simbologias que nos atravessam enquanto sociedade", afirmou.
Na sexta-feira (13), no circuito Dodô (Barra-Ondina), Anitta interrompeu a apresentação para responder a foliões que reclamavam porque ela parou o trio elétrico em uma área já aglomerada. A artista explicou que não conseguia avançar, pois havia outro trio impedindo a passagem. Se ela seguisse, o público na pipoca ficaria ainda mais apertado entre os demais foliões na rua e os associados do bloco privado que desfilava à frente.
“Eu tô tentando andar, gente, mas tem outro trio aqui na frente. Não consigo criar asa, não! Tá aglomerado ali, só que tem um trio logo aqui” rebateu.
CRÉDITOS: g1 BA
FOTOS: Repordução redes sociais; Jackson Martins








