Mãe acusa sobrinha de ficar com parte da vaquinha para cirurgia do filho
- 13 de ago. de 2025
- 3 min de leitura

Elyete e Duduzinho: mãe acusa sobrinha de controlar as redes do filho
Imagem: Arquivo pessoal
A mãe de Eduardo Santos Lima, o Duduzinho —menino que ficou famoso no ano passado após vídeo viral em que dizia "Que foi, mulher? Que bicho te mordeu?"— afirma que a sobrinha não repassou a maior parte dos R$ 36 mil arrecadados em uma vaquinha para a cirurgia do garoto. Além disso, a prima do garoto continua, segundo a mãe, com o controle dos perfis dele nas redes sociais, que somam mais de dois milhões de seguidores.
O que aconteceu
O rompimento começou após uma disputa pelo controle das redes sociais. Segundo Elyete Pinto dos Santos, a prima Natali Torres assumiu os perfis logo depois do vídeo viral e prometeu repassar as senhas, mas isso nunca ocorreu. Com o tempo, Elyete perdru o controle sobre publicações, monetização e uso da imagem do filho, segundo afirma. "Fui traída, enganada. Sinto que ela usou o meu filho, foi uma grande decepção". Procurada pelo UOL, Natali Torres não respondeu até a publicação desta reportagem.
Uma vaquinha arrecadou mais de R$ 36 mil, mas a mãe diz ter recebido R$ 11 mil. A campanha foi criada para custear a cirurgia de adenoide e amígdalas de Duduzinho, mas, segundo Elyete, o restante ficou com Natali, sem prestação de contas. Ela diz que tentou resolver a questão antes de procurar a Justiça, enviando mensagens e pedindo a devolução das senhas e do valor, mas não teve retorno. "Eu como mãe acabei ficando sem controle sobre nada —nem sobre as publicações, nem sobre os valores arrecadados, nem sobre o uso da imagem do meu próprio filho", disse.
Contas teriam sido registradas com dados da sobrinha e seguem no nome dela. Elyete afirma que Natali pediu seus documentos para tentar obter selo de verificação no Instagram, mas que nunca obteve retorno sobre o processo. Diz ainda que a conta foi usada para divulgar loja online e chegou a aparecer em conteúdos ligados a campanhas políticas, o que Elyete afirma não ter autorizado. "Fizeram isso sem me perguntar, sem meu consentimento, usando a imagem do meu filho para algo que eu não concordo", afirmou.
O perfil principal foi rebatizado e alterou o foco do conteúdo. Apesar de o vídeo no TikTok ter sido retirado do ar, a conta no Instagram segue ativa e com quase dois milhões de seguidores. Segundo Elyete, Natali aproveitou o engajamento gerado pelo garoto para publicar vídeos de notícias, memes e curiosidades, tirando o foco dele. Ela relata que o nome e o formato da página foram modificados diversas vezes, confundindo seguidores e deixando Duduzinho "triste e sem entender por que as pessoas não viam mais os vídeos dele". Duduzinho e a mãe vivem em Saco Verde, zona rural de Irauçuba, no interior do Ceará.
Uma tentativa de criar um perfil alternativo terminou com derrubada da conta. Elyete diz que a nova página começou a ganhar seguidores, mas saiu do ar depois que Natali afirmou publicamente que Duduzinho "pertencia" a ela e era um personagem criado por sua equipe. Hoje, a mãe mantém apenas um perfil pequeno, com cerca de 5 mil seguidores, enquanto os perfis principais continuam no nome da sobrinha.
A cirurgia foi realizada em julho de 2024, em Fortaleza. O pós-operatório exigiu dieta restritiva e cuidados para evitar complicações. Elyete conta que o filho precisou seguir alimentação líquida e pastosa fria, além de evitar esforços físicos por quase um mês para prevenir sangramentos.
A rotina de Duduzinho mudou após a cirurgia. A mãe afirma que ele agora consegue subir em árvores, nadar, tomar banho de açude e correr sem se cansar, atividades que antes eram limitadas pelas crises respiratórias. "Graças a Deus, Dudu está bem. Ver a alegria dele é uma riqueza para mim", afirmou.
Audiência na Justiça
Uma audiência está marcada para o dia 27 e pode definir o controle das redes. Elyete diz esperar que a sessão esclareça o destino do dinheiro da vaquinha e devolva à família a administração dos perfis do filho.
O processo também discute o uso da imagem do garoto. Segundo Elyete, a meta é garantir que o nome e os perfis de Duduzinho não sejam explorados sem autorização. Ela afirma que apresentará mensagens e registros que comprovariam a administração das contas e o recebimento do valor pela sobrinha.
Não há previsão para a decisão final. Dependendo do andamento da audiência, as partes podem chegar a um acordo ou seguir para a fase de instrução, quando serão ouvidas testemunhas e analisadas provas.
FONTE: www.uol.com.br








