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Polícia Federal faz operação contra fraudes de R$ 500 milhões na Caixa

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

As penas somadas podem ultrapassar 50 anos de prisão. • Polícia Federal


Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor, é alvo de mandado de busca e apreensão


A PF (Polícia Federal) faz uma operação, na manhã desta quarta-feira (25), contra uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias na Caixa Econômica Federal. Os prejuízos podem passar de R$ 500 milhões.


São cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Entre os alvos de busca está Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor.


Desde o início de fevereiro, o Fictor é investigado pela Polícia Federal pelos crimes de gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, emissão de títulos sem lastro, equiparados a valor mobiliário e por operar instituição financeira sem autorização. O grupo tentou comprar o Banco Master no fim de 2025.


A investigação teve início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado de obtenção de vantagens ilícitas. O grupo cooptava funcionários de instituições financeiras e utilizava empresas, inclusive vinculadas a um grupo econômico específico, para a movimentação de valores e ocultação de recursos ilícitos.


A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. A PF também investiga os crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.


Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas e 172 empresas.


Segundo a investigação, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para esconder a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos para dificultar o rastreamento.


Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. As penas somadas podem ultrapassar 50 anos de prisão.


A CNN Brasil tenta contato com as defesas de Rafael Góis e do Grupo Fictor. O espaço está aberto para um posicionamento.


CRÉDITOS/FOTOS: cnnbrasil.com.br - Rafael Saldanha e Elijonas Maia, da CNN Brasil, em São Paulo e Brasília



 
 
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